Wednesday, May 13, 2009

…in the name of Love.

          Hoje o sol brilhou…timidamente, mas reconheci-o!… E algo em mim sorriu… e como é bom sorrir.

          Aparte os efeitos naturais da primavera e o encanto das cores que ela desperta, procuro a descoberta desse prazer infinito para comigo mesmo e para com o outro, pegando em qualquer ponto de vista relacional ou estando em qualquer situação do ciclo vital. Que magia me permite ser feliz? Que segredo oculta a vida que eu possa descobrir e me permita desenvolver uma forma agradável de viver?

           Colocando a atenção na gente sábia, a resposta chega simples e reveladora: o Amor.

           Perante os contornos pouco evidentes de emoções que sobressaltam a vivência, lanço alguma “clareza” sobretudo de significação, acerca de uma força perante a qual, resistir apenas nos torna fracos, limitados por uma anervia relacional, condicionados por um fim no nada, longe da liberdade ambicionada.

           Continuando o deslindar da realidade que o Homem do futuro tem de assumir, procurei o valor metalinguístico da palavra amor…e segundo o dicionário:

 

amor

(ô)
(latim amor, -oris)

s. m.

1. Sentimento que induz a obter ou a conservar a pessoa ou a coisa pela qual se sente afeição ou atracção.

2. Paixão atractiva entre duas pessoas.

3. Afeição forte por outra pessoa.

4. O próprio ser que se ama. (Us. tb. no pl.)

5. Acto sexual.

6. Brandura, suavidade.

7. Paixão ou grande entusiasmo por algo.

“amor”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2009,

 

segundo a Filosophia:

 

          A multiplicidade de comportamentos reunidos sob a designação de amor – fala-se de amor ao desporto, aos animais, à sociedade, a uma mulher, a Deus – torna difícil a compreensão da sua realidade específica. Duas constantes, no entanto, se podem apontar, o amor supõe uma atracção natural ou adquirida ou procura satisfação. Pode ter por centro o próprio sujeito ou orientar-se a outro; a primeira atitude é, segundo a psicanálise narcísica ou captiva e a segunda, oblativa. Na história cultural, filosófica e literária salientam-se alguns vectores: o Eros intelectualizante de Platão e dos Neo-platónicos; o Ágape Cristão; o amor-paixão, cujo modelo, Tristão e Isolda, está presente da poesia trovadoresca ao Romantismo, passando por Petrarca; o amor místico de Santa Teresa d’Ávila e São João da Cruz; o Eros, pulsão sexual de Freud; o amor do «outro» dos filósofos da existência, de Kierkegaard a Jaspers, passando por Maxcsheler e Mounier. Segundo estes pensadores o amor é para o Homem – ser limitado - um meio de se realizar com o «outro».

          O outro é a razão profunda do seu ser. E é somente na comunhão amorosa que a existência adquire valor e sentido. Não se trata de uma relação funcional visando a resolução de necessidades imediatas, mas da realização do próprio ser do Homem. Como tal, o amor permanece um fim a atingir, quaisquer que sejam as modalidades da sua expressão.

“amor”, in A Enciclopédia; editorial Verbo, 2004.

 

       

            Questione-se agora o valor vivencial do Amor. Quanto vale assumir o Amor na vida? 

           Resposta demorada mas de significação única, pois as palavras a imprimir serão de um aporte pessoal único, que cada um irá encontrar nos passos da caminhada… 

            Assuma-se o desafio, aclamando palavras intemporais…

                                                                          “In the name of love
                                                                          What more in the name of love.”  
               
                                                                                                                    - u2

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Tuesday, May 12, 2009

…diluições

“…Quando a amor vier ter convosco,
segui-o,
embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos.
E quando as suas asas vos envolverem,
abraçai-o,
embora a espada oculta sob as asas vos possam ferir.
E quando ele falar convosco,
acreditai,
embora a sua voz possa abalar os vossos sonhos
como o vento do norte devasta o jardim.
Pois o amor, coroando-vos,
também vos sacrificará.
Assim como é para o vosso crescimento
também é para a vossa decadência. “
 

-Kahlil Gibran-

O Profeta

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Monday, May 11, 2009

a jornada…

 

 ”A jornada… A jornada é o que nos traz felicidade, não o destino.

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Penso a vida com ela é…

Penso a vida com ela é…simples e bela.
Tremendamente fantástica e surreal para eu existir nela.
Que bela é a noite e o luar, a luz e o sol, o sussurro do sonho,
capaz de transparecer este azul diante de mim.
O que resta, é sobretudo magia que nos faz voar sob este céu,
onde o limite sou eu e és tu!

r@c 
2009

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golondrina

golondrina

“No busques volando inquieta

mi tumba oscura y secreta,

golondrina, ?no lo ves?

en la tumba del poeta

no hay un sauce ni un ciprés…”

 

José Marti (28 jan 1853 - 19 maio 1895)

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Sunday, May 10, 2009

arcano…


 


        Confuso e solitário, o viajante se ergueu,
Ao pulsar da Luz no vazio sem fim,

          Arcano da brisa que sua Alma acometeu.


r@c
Despertar2
22.12.07

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Saturday, May 9, 2009

momentos…

 
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procuras…

“Segundo Aristófanes, o papel do sofista é inventar razões novas. Procuremos inventar paixões novas ou reproduzir as velhas com igual intensidade.
Mais uma vez volto a analisar esta conclusão de raiz pascalina: a verdadeira crença está situada entre a superstição e a libertinagem”.

 

José Lezama Lima

Tratados em la Habana

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Friday, May 8, 2009

quando o vento sopra…


 

Porque a noite me toca e tu não estás,
As palavras se esvaziam em silêncios
Que não consigo libertar… quieto-me.
E sinto o vento do teu rasto
Percorrer a passo largo a emoção…
Eu escuto…e afago dentro de mim
Os sussurros ancestrais do coração.

r@c
8.05.09

        E porque a noite se faz de “Atmospheras“… vale a pena expandir o espírito para camadas superiores em que a realidade é o sonho…e a magia do som nos transforma…


Bons murmúrios…

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O caminho da Singularidade

“…Navegar é preciso…

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
“Navegar é preciso; viver não é preciso.”

Quero para mim o espirito desta frase, transformada
A forma para a casar com o que eu sou: Viver não
É necessario; o que é necessario é criar.

Nao conto gozar a minha vida; nem em goza-la penso.
Só quero torna-la grande, ainda que para isso
Tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.

Só quero torna-la de toda a humanidade; ainda que para isso
Tenha de a perder como minha.

Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho
Na essência anímica do meu sangue o propósito
Impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
Para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.”

                                                              Fernando Pessoa 
                                           (13 de Jun de 1888 - 30 de Nov de 1935)

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