Wednesday, June 10, 2009

…O sonho da Cristandade.

“O sonho da Cristandade

Como que de repente aparece, delimitado em relação aos parentes mais próximos — e às vezes, até, já de punhal contra eles — um povo. Diz:eu não sou as minhas raízes, eu sou eu mesmo.

E a partir desse momento começa a caminhada de maturação em maturação, de verdade em verdade, de bem em bem, de pulchrum em pulchrum*, rumo às excelências a que Deus lhe chamou a exprimir e a realizar dentro da História.

Civilização católica é a estruturação de todas as relações humanas, de todas as instituições humanas, e do próprio Estado, segundo a doutrina da Igreja.

A Cristandade seria, tanto quanto possível, um espelhar fulgurante da ordem paradisíaca* e da ordem angélica entre os homens.

Cristandade não é de nenhum modo apenas a sociedade idealmente bem organizada, em que tudo funciona bem.

É muito mais do que isso.

É a ordem de coisas em que o espírito humano subiu tão alto que ele se exprime em símbolos nos quais o homem julga superada toda a beleza contenível nesta terra e se lembra do Paraíso terrestre; não inteiramente saciado com a própria beleza do Paraíso, se lembra do Céu.

O código perfeito da

conduta humana está nos

dez Mandamentos da

Lei de Deus.

Se todos os homens seguissem integralmente esta Lei, todos o problemas ideológicos e morais da humanidade se resolveriam a fundo.

Se, pelo contrário, todos os homens violassem integralmente essa lei, a humanidade se autodestruiria em tempo não muito longo.

Nós queremos uma época que esteja para a Idade Média como para esta esteve a era de Constantino, que lhe foi anterior.

Aspiramos a uma cultura em

que tudo seja concebido em função

 de graus de perfeição, tudo ordenado

 ao sublime no seu respectivo gênero.

Mais do que a salvação das almas, nós queremos a glória de Deus. Não devemos fazer nossa obra por uma espécie de mera filantropia sobrenatural.”

                                                                                                                                                Plínio Correia de Oliveira

                                                                                                                                            A Cavalaria não morre  
-1981-          
  

Posted by pensamento solto at 00:07:05
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