descobertas…(4)
“A partir do momento em que se presta uma atenção minuciosa a qualquer coisa,
nem que seja a uma simples erva,
esse universo em si torna-se misterioso, espantoso,
indescritivelmente magnífico”
Henry Miller
(1891 - 1980)
“A partir do momento em que se presta uma atenção minuciosa a qualquer coisa,
nem que seja a uma simples erva,
esse universo em si torna-se misterioso, espantoso,
indescritivelmente magnífico”
Henry Miller
(1891 - 1980)
Há um murmúrio na floresta
Há um murmúrio na floresta,
Há uma nuvem e não já.
Há uma nuvem e nada resta
Do murmúrio que ainda está
No ar a parecer que há.
É que a saudade faz viver,
E faz ouvir, e ainda ver,
Tudo o que foi e acabará
Antes que tenha o que esquecer
Como a floresta esquece já.
F.P.
“Três coisas não ficam por muito tempo ocultas: o Sol, a Lua e a Verdade.”
…a voz esmorece, tal é o ruido do Tempo, que neste navegar se faz sentir.
O barco,segue o ritmo da maré.
O vento sopra, mas o navegar segue à força de Homens.
Faltam mapas, sobra emoção e intensidade suficientes,
para no espírito do navegante incauto serem letais.
Os Deuses agitam a sensação…
Prescruta-se o infinito e aguarda-se.
D.AFFONSO HENRIQUES
Pae, foste cavalleiro.
Hoje a vigília é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força!
Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infiéis vençam,
A bênção como espada,
A espada como benção!
MENSAGEM
BRAZÃO -II- OS CASTELLOS
Quinto- D.AFFONSO HENRIQUES
Óleo de Carlos Alberto Santos
“O sonho da Cristandade
Como que de repente aparece, delimitado em relação aos parentes mais próximos — e às vezes, até, já de punhal contra eles — um povo. Diz: “eu não sou as minhas raízes, eu sou eu mesmo“.
E a partir desse momento começa a caminhada de maturação em maturação, de verdade em verdade, de bem em bem, de pulchrum em pulchrum*, rumo às excelências a que Deus lhe chamou a exprimir e a realizar dentro da História.
Civilização católica é a estruturação de todas as relações humanas, de todas as instituições humanas, e do próprio Estado, segundo a doutrina da Igreja.
A Cristandade seria, tanto quanto possível, um espelhar fulgurante da ordem paradisíaca* e da ordem angélica entre os homens.
Cristandade não é de nenhum modo apenas a sociedade idealmente bem organizada, em que tudo funciona bem.
É muito mais do que isso.
É a ordem de coisas em que o espírito humano subiu tão alto que ele se exprime em símbolos nos quais o homem julga superada toda a beleza contenível nesta terra e se lembra do Paraíso terrestre; não inteiramente saciado com a própria beleza do Paraíso, se lembra do Céu.
O código perfeito da
conduta humana está nos
dez Mandamentos da
Lei de Deus.
Se todos os homens seguissem integralmente esta Lei, todos o problemas ideológicos e morais da humanidade se resolveriam a fundo.
Se, pelo contrário, todos os homens violassem integralmente essa lei, a humanidade se autodestruiria em tempo não muito longo.
Nós queremos uma época que esteja para a Idade Média como para esta esteve a era de Constantino, que lhe foi anterior.
Aspiramos a uma cultura em
que tudo seja concebido em função
de graus de perfeição, tudo ordenado
ao sublime no seu respectivo gênero.
Mais do que a salvação das almas, nós queremos a glória de Deus. Não devemos fazer nossa obra por uma espécie de mera filantropia sobrenatural.”
Plínio Correia de Oliveira
A Cavalaria não morre
-1981-
…e se podemos viajar nas asas da imaginação…
desta vez “I’m A Pilot”- fanfarlo.
Boa escuta…
Há um fascínio presente, no olhar simplesmente o horizonte.
Um gesto singular e de sossego que misturando o sabor da imaginação , nos pode levar em viagens de verdadeira liberdade…
Como nem sempre foi assim, vale a pena despertar para esse pequeno poder que reside dentro de nós…
Boa viagem…por esse outro lado de vós…
“De aquel hidalgo de cetrina y seca
tez y de heroico afán se conjetura
que, en víspera perpetua de aventura,
no salió nunca de su biblioteca.
La crónica puntual que sus empeños
narra y sus tragicómicos desplantes
fue soñada por él, no por Cervantes,
y no es más que una crónica de sueños.
Tal es también mi suerte. Sé que hay algo
inmortal y esencial que he sepultado
en esa biblioteca del pasado
en que leí la historia del hidalgo.
Las lentas hojas vuelve un niño y grave
sueña con vagas cosas que no sabe.”
Jorge Luis Borges
(Buenos Aires, 24 de Agosto de 1899 — Genebra, 14 de Junho de 1986)