…in the name of Love.
Hoje o sol brilhou…timidamente, mas reconheci-o!… E algo em mim sorriu… e como é bom sorrir.
Aparte os efeitos naturais da primavera e o encanto das cores que ela desperta, procuro a descoberta desse prazer infinito para comigo mesmo e para com o outro, pegando em qualquer ponto de vista relacional ou estando em qualquer situação do ciclo vital. Que magia me permite ser feliz? Que segredo oculta a vida que eu possa descobrir e me permita desenvolver uma forma agradável de viver?
Colocando a atenção na gente sábia, a resposta chega simples e reveladora: o Amor.
Perante os contornos pouco evidentes de emoções que sobressaltam a vivência, lanço alguma “clareza” sobretudo de significação, acerca de uma força perante a qual, resistir apenas nos torna fracos, limitados por uma anervia relacional, condicionados por um fim no nada, longe da liberdade ambicionada.
Continuando o deslindar da realidade que o Homem do futuro tem de assumir, procurei o valor metalinguístico da palavra amor…e segundo o dicionário:
amor
(ô)
(latim amor, -oris)
s. m.
1. Sentimento que induz a obter ou a conservar a pessoa ou a coisa pela qual se sente afeição ou atracção.
2. Paixão atractiva entre duas pessoas.
3. Afeição forte por outra pessoa.
4. O próprio ser que se ama. (Us. tb. no pl.)
5. Acto sexual.
6. Brandura, suavidade.
7. Paixão ou grande entusiasmo por algo.
“amor”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2009,
segundo a Filosophia:
A multiplicidade de comportamentos reunidos sob a designação de amor – fala-se de amor ao desporto, aos animais, à sociedade, a uma mulher, a Deus – torna difícil a compreensão da sua realidade específica. Duas constantes, no entanto, se podem apontar, o amor supõe uma atracção natural ou adquirida ou procura satisfação. Pode ter por centro o próprio sujeito ou orientar-se a outro; a primeira atitude é, segundo a psicanálise narcísica ou captiva e a segunda, oblativa. Na história cultural, filosófica e literária salientam-se alguns vectores: o Eros intelectualizante de Platão e dos Neo-platónicos; o Ágape Cristão; o amor-paixão, cujo modelo, Tristão e Isolda, está presente da poesia trovadoresca ao Romantismo, passando por Petrarca; o amor místico de Santa Teresa d’Ávila e São João da Cruz; o Eros, pulsão sexual de Freud; o amor do «outro» dos filósofos da existência, de Kierkegaard a Jaspers, passando por Maxcsheler e Mounier. Segundo estes pensadores o amor é para o Homem – ser limitado - um meio de se realizar com o «outro».
O outro é a razão profunda do seu ser. E é somente na comunhão amorosa que a existência adquire valor e sentido. Não se trata de uma relação funcional visando a resolução de necessidades imediatas, mas da realização do próprio ser do Homem. Como tal, o amor permanece um fim a atingir, quaisquer que sejam as modalidades da sua expressão.
“amor”, in A Enciclopédia; editorial Verbo, 2004.
Questione-se agora o valor vivencial do Amor. Quanto vale assumir o Amor na vida?
Resposta demorada mas de significação única, pois as palavras a imprimir serão de um aporte pessoal único, que cada um irá encontrar nos passos da caminhada…
Assuma-se o desafio, aclamando palavras intemporais…
“In the name of love
What more in the name of love.”
- u2