“O sonho da Cristandade
Como que de repente aparece, delimitado em relação aos parentes mais próximos — e às vezes, até, já de punhal contra eles — um povo. Diz: “eu não sou as minhas raízes, eu sou eu mesmo“.
E a partir desse momento começa a caminhada de maturação em maturação, de verdade em verdade, de bem em bem, de pulchrum em pulchrum*, rumo às excelências a que Deus lhe chamou a exprimir e a realizar dentro da História.
Civilização católica é a estruturação de todas as relações humanas, de todas as instituições humanas, e do próprio Estado, segundo a doutrina da Igreja.
A Cristandade seria, tanto quanto possível, um espelhar fulgurante da ordem paradisíaca* e da ordem angélica entre os homens.
Cristandade não é de nenhum modo apenas a sociedade idealmente bem organizada, em que tudo funciona bem.
É muito mais do que isso.
É a ordem de coisas em que o espírito humano subiu tão alto que ele se exprime em símbolos nos quais o homem julga superada toda a beleza contenível nesta terra e se lembra do Paraíso terrestre; não inteiramente saciado com a própria beleza do Paraíso, se lembra do Céu.
O código perfeito da
conduta humana está nos
dez Mandamentos da
Lei de Deus.
Se todos os homens seguissem integralmente esta Lei, todos o problemas ideológicos e morais da humanidade se resolveriam a fundo.
Se, pelo contrário, todos os homens violassem integralmente essa lei, a humanidade se autodestruiria em tempo não muito longo.
Nós queremos uma época que esteja para a Idade Média como para esta esteve a era de Constantino, que lhe foi anterior.
Aspiramos a uma cultura em
que tudo seja concebido em função
de graus de perfeição, tudo ordenado
ao sublime no seu respectivo gênero.
Mais do que a salvação das almas, nós queremos a glória de Deus. Não devemos fazer nossa obra por uma espécie de mera filantropia sobrenatural.”
Plínio Correia de Oliveira
A Cavalaria não morre
-1981-